AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL



4 comentários


Oy!

Então, o que dizer sobre As Vantagens de Ser Invisível (2012)?
Confesso que eu passei o dia inteiro tentando formular uma opinião, mas até agora não consegui chegar a nenhuma conclusão.

Quando fiquei sabendo sobre ele, na época de sua pré-produção, logo me animei por ter a Emma Watson no elenco. O tempo foi passando e foram saindo os trailers e minha ansiedade aumentava cada vez mais.

Para conter e tentar suprir a minha vontade de assisti-lo, resolvi ler o livro, que se tornou uma decepção completa. Então só restava a esperança de que o filme fosse bom.

Nesse texto, tentei ao máximo não entrar no mérito de comparação com a obra literária, pois apesar de difícil, temos sempre que entender que é só uma adaptação. A vantagem que temos aqui é que o roteiro foi elaborado pelo mesmo autor, Stephen Chbosky.

Evitei de todas as formas me desligar de tudo o que li para poder usufruir das imagens do longa como se a história fosse inédita para mim e ter uma visão imparcial.

AS VANTAGENS DE SER INVISÍVEL: Está longe de ser um clássico sobre a juventude.

The Perks of Being a Wallflower
Tradução: As Vantagens de Ser Invisível
Ano: 2012
Direção: Stephen Chbosky
Roteiro: Stephen Chbosky
Origem: EUA
Nota: 7

É sobre o quê?

Charlie (Logan Lerman) é um garoto introvertido que acabou de ingressar no ensino médio. 

Após passar por um período difícil em sua vida devido ao suicídio de seu melhor amigo, o protagonista encontra-se sozinho, até ser acolhido por Patrick (Ezra Miller) e Sam (Emma Watson). Juntos, eles vivenciam várias experiências e enfrentam os diversos problemas que fazem parte dessa conturbada fase da vida: a adolescência.
- Por que eu e todos que amo, sempre escolhemos pessoas que nos tratam como se fôssemos nada?
- Nós aceitamos o amor que achamos que merecemos. 


Eu gostei de:

Para mim, o auge do filme É TER O FUCKING TOM SAVINI NO ELENCO, desculpa. Eu nunca esperaria vê-lo em um filme como esse, quando ele apareceu eu fiquei: WHAAAAAAT?
Enfim, terminei o meu ataque de fanboy.

Temos também alguns pontos positivos, a começar pela escolha do elenco principal: Kevin, Emma e o Percy Jackson. Piadas à parte, os três conseguiram desenvolver uma química muito interessante e todos desempenharam uma excelente atuação e apesar da pouca experiência, se mostraram versáteis. Em nenhum momento lembrei de seus personagens anteriores.
Agora estamos vivos, e é nesse momento que eu posso jurar que somos infinitos.
Apesar da história ser atemporal, pois os dramas juvenis sempre serão os mesmos independente de lugar e geração, achei interessante os elementos utilizados para representar a época na qual o longa é ambientado. O figurino, fitas cassetes, vinis, máquinas de escrever, músicas, entre outros foram usados de forma sutil para dar pistas ao espectador sobre o contexto em que os personagens estão inseridos.

Enquanto uma “dramédia” colegial, houve uma certa preocupação e esforço em abordar sob um viés diferente vários assuntos pertinentes, tais como: bullying, homossexualidade, depressão, experiências sexuais, drogas, entre outros. 

O longa também ganha pontos extras por não possuir toda a chatice sentimental contida na obra original. Acho que se eu pegasse o livro e torcesse, escorreria um balde de lágrimas devido à choradeira desenfreada contida nele.
Nossas fotos, um dia se tornarão velhas fotografias. E seremos pais e mães de alguém. Mas agora, todos estes momentos não são história, isso está acontecendo e eu estou aqui olhando para ela. Ela é tão linda.
Eu não gostei:

As Vantagens de Ser Invisível (2012) problematiza diversos assuntos que permeiam a fase da adolescência, mas se mostra ineficiente ao resolvê-los.
Particularmente, acho o drama do livro bem ingênuo e ridiculamente piegas. No filme, conseguiram suavizar mais ainda. Tudo o que era importante foi apresentado de forma rápida e suas soluções pairaram no ar.

Apesar da tentativa de abordar esses tópicos de uma maneira diferente, ele acaba esbarrando na superficialidade e em diversos clichês. O que era para ser impactante e cru, se torna apenas um drama bobo. O roteiro só consegue se tornar mais verossímil em seus poucos minutos finais.

A clássica cena do túnel, em que o protagonista Charlie diz aquela frase de efeito: “Eu me sinto infinito”, me decepcionou. Era possível terem trabalhado melhor a trilha e efeitos sonoros durante essa passagem, de forma que representasse bem a diferença da acústica quase emudecedora existente dentro de um túnel e o contraste com o seu exterior. Esta poderia ter se tornado uma cena muito mais memorável e icônica se executada de forma diferente.

Houve muita representação de esteriótipos adolescentes e pouco desenvolvimento dos personagens. Principalmente quando nos deparamos com a relação de Charlie com o seu professor de literatura, que está sempre estimulando-o a ler e escrever trabalhos sobre os livros, auxiliando-o a se tornar um escritor. Faltou um desenvolvimento melhor dessa amizade entre os dois.

A fotografia não é nada demais, assim como a direção. Contribuindo para a deficiência da produção....
- Eu realmente quero me tornar um escritor, mas não sei sobre o que escrever.
- Escreva sobre nós! Você pode nos chamar "A Piranha e o Falcão", como se fôssemos investigadores.
Vale a pena? Vou gostar?

Sim, vale a pena! Principalmente para conferir a atuação do elenco principal que praticamente carregou o filme nas costas.
Se você é um manteiga derretida e curte filmes colegiais, você provavelmente vai amar.

Minha opinião continua divida, ainda não sei se gostei ou não. É claro que há momentos muito bonitos e diálogos excelentes, mas ao mesmo tempo, acho tudo pouco crível. É como se tivessem jogado todos os problemas da adolescência, em uma pessoa só. Talvez eu deva assisti-lo novamente, em outro momento, fui com muita sede ao pote e me deparei com ele vazio.

O que eu sei é que eu não acho que aqui tenha nascido um clássico sobre a juventude.
Não acho que ele se tornará detentor de importância cinematográfica, nem que sua percepção será impactante e perpetuará durante os anos.

E eu não acho que é um filme que veio para substituir O Clube dos Cinco (1985).

Me queimem na fogueira.

That’s all folks.

Trailer:





4 comentários:

liah Bruma at: 12 de janeiro de 2013 21:37 disse...

Cara o filme é ótimo! Assuma isso! O elenco principal está incrível... A gente se apaixona pelos personagens e sente vontade de que eles se tornem nossos amigos e quando o filme acaba fica um vazio inexplicável, como se aquelas pessoas fizessem realmente falta. Além disso, ainda há os diálogos maravilhosos, mensagens que devem ser guardadas. O filme é uma lição de superação e também vale a pena conferir a trilha sonora que é linda!

rafael silva at: 11 de dezembro de 2013 21:40 disse...

O filme e simplesmente incrível, nao me canso de assistir
e a trilha sonora e perfeita
heroes essa musica e d+

joyce zummy at: 27 de março de 2014 15:08 disse...

Concordo plenamente com o primeiro comentário, e achei interessante sua comparação com o Clube dos Cinco, que aliás sou louca para assistir, mas você esta olhando para tudo de uma forma muito crítica, da próxima vez que assistir As Vantagens de ser invisível, tente se lembra da sua adolescência, do que ela representou na sua formação como pessoa.
Assim você irá perceber, com base nessa percepção, que é realmente impossível retratar de uma maneira fiel a adolescência sem os "cliches" dramáticos dessa fase da vida!
Por fim, eu, como adolescente, sei que para um filme sobre esse assunto mostrar o que se passa com nós, precisa ir afundo, o diretor, o roteirista e os atores precisam buscar o seu adolescente interior, que apenas, mesmo com todas as confusões da idade, quer se sentir infinito.

Nilson at: 30 de setembro de 2015 11:33 disse...

Que me perdoe o autor do texto, mas parece que você não entendeu nem o livro, muito menos o filme. O livro é excelente, uma descrição quase completa do que vivenciei em minha juventude, e olha que já tenho 48 anos. O filme tem um ritmo diferente, óbvio, mas o fato mencionado por você, que o autor do livro e o mesmo roteirista e diretor do filme ajudou para que essa transição para as telas fosse fiel, com algumas poucas exceções que não afetam o resultado final. É um filme sobre adolescentes, mas não é dedicado apenas a eles. Todos nós passamos pelas mesmas coisas vivenciadas pelos personagens, cada qual se identificando com aquele que mais lhe parece representá-lo, no meu caso, o próprio Charlie. Me identifiquei muito com Charlie. Não há como comparar com outros filmes ou julgar se o filme se tornará ou não um clássico e se será lembrado. Com certeza eu me lembrarei desse "As Vantagens de ser Invisível" por todo o tempo que me resta de vida. Seu comentário é infeliz e presunçoso. Não à toa, você diz: "O que eu sei é que eu não acho que aqui tenha nascido um clássico sobre a juventude. Não acho que ele se tornará detentor de importância cinematográfica, nem que sua percepção será impactante e perpetuará durante os anos. E eu não acho que é um filme que veio para substituir O Clube dos Cinco (1985). Me queimem na fogueira". Nunca vi tanta bobagem escrita em tão poucas palavras. O filme não foi feito com esse objetivo. Ponto. O que você fala são conjecturas que não caberá a nós determinar. Só o tempo dirá. Não seja cretino, por favor. O filme é excelente e como mencionado pelos outros que comentaram, a trilha sonora é um caso à parte, perfeita sim para os momentos do filme. Enfim cada um tem a liberdade de se expressar e falar o que quiser, não necessariamente significando uma opinião válida. Pra mim, ler seu artigo não foi perda de tempo, mas me ajudou a refletir e descobrir que temos em "As Vantagens de ser invisível" um filme único, sem necessidade de comparação com outros do gênero. Você pode se identificar ou não e aí é questão de gosto.

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