Artista do Mês - Eva Green



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Oy!
Essa sexta-feira vou iniciar uma nova ‘sessão’ na minha coluna, que é o Artista do Mês!
Toda primeira semana de cada mês (mas Kato, hoje ainda é dia 31. Eu sei, mas amanhã já é setembro, então sossega), apresentarei a vocês um artista diferente, vou falar um pouco sobre seu trabalho, dicas de filmes e curiosidades.

Muitas pessoas me perguntam porque eu gosto tanto de atrizes francesas e o que elas tem de tão especial. A resposta é bem simples: elas são extremamente lindas e elegantes, mas todas possuem um certo ar de decadência, que as tornam menos perfeitas, logo, mais humanas e tangíveis. E é exatamente por isso, que a artista escolhida para o mês de setembro é a incrível Eva Green.
Acho que muitos a conhecem e se não, é uma boa hora para começar a acompanhar seu trabalho.

Eva Gaëlle Green nasceu dia 5 de julho de 1980 em Paris. Seu pai é um dentista sueco e sua mãe é uma argelina escritora de livros infantis. Desde adolescente, ela dedicou boa parte de sua juventude estudando em escolas preparatórias de atuação, passou um tempo em Londres e voltou para França já atuando em diversas peças de teatro.
Não quero ser uma estrela de cinema. Só quero fazer meu trabalho e aproveitá-lo. Meu alvo é encontrar minha verdadeira identidade e guardar isso para mim.

Durante uma de suas apresentações, ela chamou muito a atenção do diretor italiano Bernardo Bertolucci que a convidou para participar daquele filme que-virou-pseudo-cult-e-hoje-em-dia-todo-mundo-tem-vergonha-de-falar-que-gosta, Os Sonhadores (2003).
Bertolucci a descrevia como "uma beleza indecente", e botou ela para ficar pelada no filme. (ae Bertolucci, valeu bro!).

Quem não se lembra daquela famosa cena de putaria em que Isabelle imita a estátua da Vênus de Milo?
Eu sou uma pessoa muito tímida, muito reservada, e Bertolucci é o mestre do amor e erotismo, mas isso é bom porque eu deixei o constrangimento de lado. Você tem que se deixar escapar e esquecer tudo....

Mas além do apelo sexual muito forte que possui, ela também foi muito bem criticada pela sua atuação,  o que a levou a fazer papéis diferentes no futuro e ainda,  recusar muitos personagens, como em Dália Negra (2006), por serem muito sensuais.
A atriz ganhou bastante notoriedade depois de seu trabalho em A Cruzada (2005) e interpretando a parceira de Daniel Craig em 007 - Cassino Royale (2006), sendo a décima quinta Bond Girl de origem francesa a atuar em filmes da franquia.  

Em 2010, atuou no filme Ventre (2010) junto com o Doctor Who o ator Matt Smith. No ano seguinte, ao lado de Ewan McGregor, os dois protagonizaram o belíssimo filme Sentidos do Amor (2011). No mesmo ano, Eva Green participou da série britânica Camelot (2011), que infelizmente foi cancela pelo alto custo de sua produção (a série era filmada na Grã-Bretanha e na Irlanda) e seu baixo desempenho. 
Seu último projeto, no entando, foi em Sombras da Noite (2012), trabalhando com Johnny Depp e Tim Burton.
Atuar não me satisfaz completamente. Eu quero viajar....talvez eu termine fazendo bolos e vivendo na Noruega.

CURIOSIDADES:

  • Tem uma irmã gêmea não-idêntica;
  • Seu sobrenome é pronunciado como ‘gren’ e não ‘grin’;
  • Seus hobbies são: colecionar obras de arte, visitar museus e tocar música clássica;
  • Admira diretores como: François Truffaut, Ingmar Bergman, Tim Burton, Lars von Trier, David Lynch e David Fincher;
  • Ela era extremamente tímida quando criança e sua mãe precisava levá-la ao terapeuta;
  • Recebeu uma carta de Philip Pullman, autor de A Bússola de Ouro (2007), elogiando-a por sua atuação na adaptação da obra;
  • Seus pais não queriam que atuasse em Os Sonhadores (2003) devido ao trauma que a atriz Maria Schneider passou em Último Tango em Paris (1987) - aquela famosa cena da manteiga AHAHA - produzido pelo mesmo diretor (porque o forte do Bertolucci é a putaria mesmo);
  • Ainda sonha em fazer uma serial killer no cinema;
  • Foi escalada para o papel principal em Anticristo (2009), mas acabou saindo por problemas no contrato.

DICAS DE FILMES












Para mim, atuar é como uma terapia. Eu posso me expressar inteiramente e tenho sangue nas veias. Mesmo quando eu não estou trabalhando, estou sempre vivendo no meu próprio mundo, imaginando personagens.





































E estes vídeos são de uma entrevista muito divertida. Não está legendado, mas se você manja nem que seja um pouco de inglês, tá de boa.



TOP 5: Filmes de Animação



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 Olá você querido leitor que está por aí, nesse mundão de meu Deus fazendo nada e fazendo tudo ao mesmo tempo. Vem comigo pra descobrir quais são, na minha humilde opinião (gente, é sério, tudo questão de gosto aqui), os melhores filmes de animação dos últimos anos. Repetindo, na minha humilde opinião. 
 Muitas pessoas têm a ideia errada de que filme de animação é filme pra criança.  Enganos! Eu, por exemplo não gosto, mas não posso deixar de  dar o devido mérito a tantos filmes desse gênero que são bem feitos e conseguem atingir o público de uma forma que poucos atores conseguem. 
 Pois bem, depois dessa falação, vamos a minha singela lista: 


5° Lugar:

Meu Malvado Favorito (Despicable Me) - 2010

O longa norte-americano é desses cheio de personagens fofíssimos que dá vontade de abraçar, morder, colocar num potinho e levar pra casa.  Além de fazer você rir absurdos  e até chorar em algum momento se você for uma manteiga derretida assim como eu sou. O mais interessante é que, diferentemente do que é feito, o personagem principal desse filme é um vilão por carreira, Gru, e ao longo da história a gente descobre que ele tem outras facetas além da principal. 
Ah, e a trilha sonora é muito boa também! 
               

4° Lugar:

Procurando Nemo (Finding Nemo) - 2003 

Acho que não preciso citar motivo algum pra Procurando Nemo estar nesta lista, não é mesmo? Há quase dez anos todo mundo vive por aí conversando com baleias e fingindo que tem uma nadadeira menor que a outra. É óbvio também que eu choro  (choro em tudo, não tem jeito) nesse filme e que, independente da sua idade, você vai aprender uma coisinha ou duas sobre sobrevivência no oceano e a importância da família. 


3° Lugar:

Mary e Max (Mary and Max)- 2009 

 Esse filme já um pouco mais adulto e talvez as crianças acostumadas com Ben 10 não o achem tão legal. Mas eu garanto que você, nosso jovem leitor, vai amar. Mary e Max mexeu comigo do mesmo jeito que Forrest Gump o fez. Max é um morador de Nova York de 44 anos com grandes problemas de sociabilidade. Mary é uma garotinha de 8 anos que vive na Austrália e por um tremendo acaso, uma grande amizade surge entre eles. Não vou dar spoiler mas....  você vai chorar! 


2° Lugar: 

Wall-E (Wall-E) - 2008

Wall-E foi minha primeira paixão do mundo das animações. Mesmo quando criança, não gostava muito dos desenhos que todo mundo gostava. Porém, todo muda na vida de uma pessoa quando você tem criança em casa. E um dia desses aí peguei o filme com meu priminho mais novo e eis que tive uma bela surpresa. E é claro  que eu ia me debulhar com uma história de amor entre robôs né gente? Além do filme ser um tapa na nossa cara já que ele se passa em um futuro que talvez nem esteja tão distante assim.



1° Lugar:



Persepolis (Persepolis) - 2008

Persepolis é um longa francês adulto. Baseado na biografia da iraniana Marja  Satrapi, ele conta a história de Marja, uma adolescente que cresce no Irã em meio a repressões e em meio a guerra Comunismo X Socialismo. 
 Concorreu ao prêmio de melhor animação do Oscar mas perdeu para Ratatouille. No entanto, independente da quantidade de prêmios que o filme levou merece o primeiro lugar nessa lista por ser um retrato quase que fiel da vida de milhares de pessoas que viveram e vivem, até hoje, repressão e preconceito. 






Pois bem, jovens, espero que vocês tenham gostado do meu Top 5 e não deixem de conferir nossas outras colunas semanais! 




Em cena com a juventude de Viçosa



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Ah, a adolescência. CineCom estava lá no Gramado das Quatro Pilastras para reunir jovens, crianças e adultos em sua quarta exibição. O melhor de tudo isso? Sem dúvida, ter descoberto junto aos personagens do filme, as melhores coisas do mundo.



A noite foi embalada por Beatles: trilha sonora que ultrapassa gerações e acabou aproximando o público presente para comprovar que nas sessões do CineCom, todos participam. Quem já passou da idade, não ficou de fora, pois o filme criou fortes ligações entre as juventudes do passado e presente.

Os jovens se identificaram uns com os outros. Podiam estar em grupo, sozinhos ou acompanhados. Se divertiam, tomavam as dores dos personagens. Compreendiam muito bem a trama porque, de certa forma, estavam passando por aquela fase. Não foi difícil cada um se imaginar nas situações retratadas. “É bem nossa idade” ou “são coisas que, geralmente, não se conversa com os pais” contam as jovens, Beatriz e Maila Diniz, estudantes de 15 e 19 anos. 

Com a palavra, o público: na foto, Douglas,
 em companhia de Maila (esq) e Beatriz (dir).
Uma produção de êxito do Cinema Nacional, As melhores coisas do mundo (2010), agradou tanto ao público que a assistiu, a ponto de, quem veio conferir pela primeira vez, se mostrar disposto a frequentar as próximas sessões. Caso de Douglas Fraga, 28 anos, que aplaudiu a iniciativa do projeto e já esteve em outras exibições: “O que mais me motivou hoje, foi a oportunidade de trazer cinco pessoas que não conheciam a sessão”.

Não pôde conferir As melhores coisas do mundo (2010)? Próxima sessão do CineCom vem ai! Aconteceu naquela noite (1934), clássico do cinema americano, será exibido no dia 23 de setembro, às 19h, no Gramado das Quatro Pilastras. Não perca!

360



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Hey!
Essa semana eu queria ter trazido algo de diferente a vocês para fugir um pouco das resenhas/críticas. Porém, como este filme é um lançamento que vale a pena, foi impossível não fazer um texto sobre ele.
“Lançamento”, pois sua estreia mundial foi em outubro de 2011, mas como parece que o Brasil não fica no mundo, ele só foi lançado por aqui sexta-feira passada (17/08).

Não sei se ele está em exibição em todo o Brasil na minha cidade não está porque eu moro no fim do mundo, mas já tem para download
Então, se for possível, aproveite o final de semana para assisti-lo, pois nada substitui as telas do cinema.

Aline e Hannibal Lecter - Tenho certeza que você nunca imaginou ver uma imagem dessas na vida, huh?

360: A alinearidade fria de Fernando Meirelles.


360
Tradução: 360
Ano: 2011
Direção: Fernando Meirelles
Roteiro: Peter Morgan
Origem: Reino Unido

É sobre o quê?


É um conjunto de histórias paralelas, com personagens distintos e em lugares diferentes.

Os elementos presentes são: duas garotas da Eslováquia, uma à beira da prostituição; um casal desgastado pelo distanciamento e tempo de relacionamento; uma brasileira que abandona seu namorado após traição; um jovem em liberdade condicional, preso por abuso sexual; um senhor em busca de sua filha desaparecida; um integrante da máfia russa e seu motorista; além de outros personagens que compõem a trama, mas que estão todos, de alguma forma, ligados uns aos outros.
Um sábio uma vez disse: Se há uma bifurcação na estrada, pegue-a. 
Ele só esqueceu de mencionar qual estrada pegar.  
Eu gostei de:   

A forma de como o roteiro conecta todas as histórias é excelente e muito bem arquitetada. Por isso, não vou entrar em detalhes quanto ao filme como um todo, porque eu teria que explicar cada história individualmente para ser possível a interpretação da ligação entre eles. Mas isso acabaria com toda a experiência de assistí-lo.

Mas vou dar os meus highlights:

Gostei muito das duas primeiras personagens, as irmãs vindas da Eslováquia. Não sei se é porque eu já fui à Eslováquia e peguei o MESMO ônibus Vienna - Bratislava NA MESMA estação que elas, mas a produção já me ganhou desde o início. Além delas serem aquele tipo de personagem que você gosta, mas fica pensando: "Vai acontecer merda com elas, certeza....".
Acabei de conhecer um cara bonitinho e sai com ele, nunca fiz esse tipo de coisa antes. Mas só se vive uma vez, quantas chances teremos?


Também tenho que comentar sobre o melhor segmento deste longa: Anthony Hopkins, Ben Foster e Maria Flor (♥).
John (Anthony Hopkins) é um simpático senhor que está viajando para identificar um corpo que possivelmente seria de sua filha desaparecida. No avião, ele conhece Laura (Maria Flor), uma brasileira que após traição, abandonou seu namorado na Inglaterra e está voltando para o Brasil.

A amizade que os dois desenvolvem é bem sincera e realmente lembra muito aquelas ocasiões em que você conhece uma pessoa interessante durante uma viagem e quando cada um toma seu respectivo caminho, você fica com aquele sentimento: "Ela é tão legal, pena que nunca mais a verei na vida". 
Depois de tudo o que eu fiz, e se eu não conseguir mudar? 
Será um choque para mim do lado de fora com toda aquela tentação e distração. 


Quando chegam em Denver, destino da escala aérea dos dois, os voos são cancelados devido à uma tempestade de neve e todos ficam presos no aeroporto. É nesse momento que Laura conhece Tyler (Ben Foster), um ex-detento acusado de abuso sexual que acaba de ser solto e está em liberdade condicional, mas ainda em fase de adaptação. Essa para mim é a melhor parte pois de um lado temos Laura, tentando seduzir Tyler para superar seu problema de auto-estima por ter sido traída e, de outro, um ex-presidiário tentando resistir à tentação para se recuperar e ajustar-se à sociedade.

Toda a produção é de uma fotografia muito bonita e a direção um pouco fria, mas acho que Fernando Meirelles conseguiu exprimir o real sentido de distanciamento emocional entre os personagens. Também é um longa que preza muito a cultura e identidade de cada nacionalidade, muito evidente na trilha sonora que é diferente em cada país/personagem retratado.
A reza mais curta e poderosa do mundo, meu amigo, é: Foda-se.

Eu não gostei:

Muitas histórias, muita gente, pouco clímax.

Tramas com muitos personagens entrelaçados são realmente difíceis de se realizar, eu realmente gosto muito desse tipo de abordagem, mas sempre há um erro muito pertinente: a falta de profundidade. Faltou AQUELE ponto principal que ligasse todas histórias para o filme fazer sentido.

Na verdade, esse eixo principal existe, mas não é tão evidente assim....

Todos os atores estão excelentes! Além dos citados acima, temos também Jude Law, Rachel Weisz, Juliano Cazarré, Jamel Debbouze, Moritz Bleibtreu, entre outros cujas interpretações foram incríveis, mas muito mal aproveitadas. São muitos para serem explorados e no final acaba que cada história se torna um pouco superficial e você não consegue desenvolver muito uma identificação maior com os personagens.
Há uma corrente inquebrável de bifurcações na estrada. Poderia ter sido tudo diferente se uma pessoa nessa estrada aqui tivesse pegado uma bifurcação diferente?

Vale a pena?  Vou gostar?

Sinceramente, eu gostei bastante. Por mais que o roteiro seja bem deficiente, conseguiu me prender do início ao fim devido ao carisma dos personagens e seus dramas. Então, vale a pena! Não é o melhor do ano, mas de alguma forma, conseguiu me cativar inteiramente. Se você gosta de histórias que se interligam, que mostram diversas culturas e idiomas, esta é perfeita para você!

Muita gente, quando for assistir, vai pensar: "O filme enrola, enrola, mas não sai do lugar".
Só tenho algo a dizer: O título é "360".

Também tenho outro adendo: MARIA FLOR, Y SO PERFEITA?!? 
Espero vê-la em outros papéis em Hollywood novamente.


Trailer:


Os looks alta costura de O Turista



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Primeiro, gostaria de me apresentar: meu nome é Ana Luísa, e curso Jornalismo na UFV. Sou completamente apaixonada por moda, e vou compartilhar aqui com vocês os meus pitacos sobre o assunto nas telonas.
A “Ligths, Camera... Fashion!” vai ao ar quinzenalmente, às quartas-feiras. Nela, vou tratar da relação entre o figurino e a produção cinematográfica, bem como sua importância, discutindo tendências e roupas que aparecem no cinema e agradam aos olhos. Confira o post de estreia:

Um dos filmes de que - em termos de figurino – eu mais gostei nos últimos tempos, foi o longa O Turista. Nele, Angelina Jolie (Elise) vive a companheira de Alexander Pierce, um ladrão procurado pela Interpol em vários países, que está fugindo e só se comunica com ela através de cartas. Em meio a suas viagens, Elise acaba conhecendo Frank Tupelo (Johnny Depp), um atrapalhado professor de matemática. Confesso que fui assistir porque eu tenho um precipício uma quedinha pelo senhor Depp, e apesar de meio decepcionada com a história, acabei me surpreendendo com esse outro aspecto do filme.
Ao longo da trama, a personagem de Jolie vai recebendo ordens de Pierce para despistar a polícia, sendo bancada por ele em hotéis cinco estrelas e bailes chiquérrimos, primeiramente em Paris, e depois em Veneza. E, como não podia ser pra menos, ela só aparece usando alta costura! Vou ali tomar um cafezinho usando Dior, beijos! Não consegui desgrudar os olhos da tela por um segundo, porque cada look que aparece é mais lindo que o anterior. Olha esse vestido preto que ela usou no baile, que luxo!


Até para os looks casuais, ela estava sempre impecável. *Olhar de famme fatale*


O que dizer então da maquiagem e dos cabelos? Aliados aos brincos e colares de brilhantes, eles davam um ar aristocrata mesmo, sabe? Aquele esquema “nasci pra humilhar”. 


E não tem como deixar de falar do Johnny! Seu personagem tinha um estilo casual arrumadinho, mas olha só quando ele resolve colocar um terno! Caimento e corte perfeitos!


Só tenho a dizer que Colleen Atwood, responsável pelo figurino do filme, conseguiu encantar!
Espero que tenham gostado! Até a próxima!

Créditos das imagens: Just Jared.



Os Melhores Motivos do Mundo



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A primeira vez que vi o filme As Melhores Coisas do Mundo tinha 18 anos. Não tem muito tempo, é verdade. Mas mesmo depois de três, eu ainda continuo tendo um amor pelo filme de um jeito que sinto por poucos trabalhos audiovisuais. O filme é sincero. Sabe, aquele tipo de filme que você vê a cena e pensa: “nossa, eu poderia estar lá” ou então “nossa, meu namorado terminou comigo do mesmo jeito que a mocinha tá terminando com o cara”. É esse tipo de filme. 


E aí você vem falar comigo: “mas Mariana, eu tenho 40 anos, minha adolescência foi totalmente diferente da que é retratada no filme... Por que eu deveria assisti-lo?”. Eu te respondo: meu caro, você vive com dinossauros? Pois então por que assistiu a Jurassic Park? Mentira, não vou responder desse jeito. As Melhores Coisas do Mundo é um filme que representa o universo adolescente do século XXI, mas as frustrações estão presentes na vida de qualquer ser humano. Mano, o personagem principal da nossa história, passa por coisas na vida que poucos adultos de 40 anos passaram ou jamais passarão. Não vou liberar spoilers, mas tenho certeza que você, querido leitor, independente da história de vida que tem ou da idade que tiver, vai conseguir aprender um pouquinho mais sobre o valor da família e a respeitar a vida alheia como se fosse a sua própria. 


Agora, pra não fugirmos ao costume: 

Cinco motivos pra você chamar a galera pra passar frio junto com você nas quatro pilastras no próximo dia 26 e dar muitas risadas com Mano e ~sua turma~


1: A trilha sonora tem Beatles. Um argumento desse não precisa explicação. 






2: Se você tem ou já teve 15 anos vai dar muitas risadas nas cenas do baile de debutantes. Sabe aquele com valsa e tudo mais? Esse mesmo.






3: Tem a Denise Fraga, Zé Carlos Machado, o Caio Blat, o Paulo Vilhena e mais um bando de adolescente irritante no elenco do filme. Todos com uma química incrível, dá quase vontade de entrar na tela e assistir a uma aula de física junto com o pessoal.

falando em química



4: Os personagens escrevem em blogs o tempo todo e o mais legal é que eles existem de verdade, você pode acessar todos aqui.



5: Você vai poder ver como a equipe do CineCom parece um pouco com um bando de menino de 15 anos se for à sessão dia 26!



Não deixe de ir às sete da noite no gramado das Quatro Pilastras neste domingo e não perca!


SCOOP - O Grande Furo



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Olá pessoal! 
Espero que vocês tenham gostado do meu último post e estou novamente aqui, na sexta-feira (e com banner novo!), para mais uma dica e esta semana trouxe para vocês uma comédia! 
Quem me conhece sabe que eu piro na gostosa da Scarlett Johansson (olha o profissionalismo Kato) e um dos meus diretores favoritos é o Woody Allen. 
Então, o quão legal seria se os dois trabalhassem juntos? Pois bem, isso existe!! E é sobre um dos filmes desta parceria que o texto de hoje se trata.
Mesmo o filme não sendo tão recente, vale a pena conferi-lo!

P.S.: Before I forget....todos os meus textos aqui são críticas pessoais sobre os filmes, logo, irá conter spoilers. Só um aviso. HAHA

Bom final de semana!


SCOOP: Combinação perfeita de Scarlett Johansson e Woody Allen em Londres.


Scoop
Tradução: Scoop - O Grande Furo
Ano: 2006
Direção: Woody Allen
Roteiro: Woody Allen
Origem: Estados Unidos da América.

É sobre o que?

Sondra Pransky (Scarlett Johansson) é uma americana estudante de jornalismo que está de férias na Inglaterra.

Em Londres, ela conhece o mágico Sidney Waterman (Woody Allen), mais conhecido como Splendini.
Juntos, e com a ajuda do prestigiado jornalista, porém recém falecido, Joe Strombel (Ian McShane), os dois tentam investigar uma série de crimes conhecida como "O Assassinato da Carta de Tarot" cujo principal suspeito é Peter Lyman (Hugh Jackman), pertencente a uma influente família da aristocracia inglesa.

Você é um cínico caçador de besteiras que sempre vê o copo metade vazio. 
Não, você está errada. Eu vejo o copo metade cheio, mas de veneno.


Eu gostei de:

O interessante deste filme é que toda sua trama daria um bom suspense policial investigativo mas que jogado nas mãos de Woody Allen, se tornou uma divertida comédia sádica com piadas extremamente ácidas e divertidas.

No ínicio, Sondra é convidada para participar de um número de mágica e durante o ato, ela recebe a aparição do espírito de Joe Strombel, um famoso jornalista recentemente morto que aparece para dar pistas sobre o caso do "Assassinato da Carta de Tarot".
Sua primeira pista é a de que Peter Lyman estaria de alguma forma envolvido nos crimes. A partir daí Sondra e Sidney vão atrás do suspeito assumindo identidades falsas, Sondra como Jade Spence e Sidney se torna seu pai.
Com o passar do tempo, Sondra vai se apaixonando por Peter e seus sentimentos começam a deixar seu instinto investigativo de lado e só resta a Sidney, com toda a sua excentricidade e paranóia, para resolver o mistério.

A cena inicial do filme também é incrível e genial, a figura da morte conduzindo todos os mortos em uma embarcação.

Você não me disse que é seu aniversário! Vou levá-la para um jantar maravilhoso, iremos a um excelente restaurante. Você gosta de McNuggets?


Este é o segundo longa da fase do Woody Allen na Inglaterra (Match Point, Scoop e Cassandra's Dream) e o meu favorito dos três. Ele consegue juntar vários gêneros em um filme só, suspense, romance, comédia (...) que resulta em um estilo único e original. Além da trilha sonora que contribui para o ar cínico e despretensioso das cenas que supostamente (se fosse um suspense tradicional) deveriam ser tensas, ou mais pesadas.

Aqui vemos também, a segunda parceria de Woody Allen com Scarlett Johansson, sua nova queridinha.
Eu admiro muito a Scarlett e infelizmente ela caiu no paradigma da "vadia-gostosa-sem-conteúdo" do cinema. E é exatamente por isso que eu gosto dessa parceria: aqui ela é capaz de fugir deste estereótipo e mostrar que realmente tem talento e é muito profissional, provando isso de forma brilhante neste filme, interpretando uma personagem engraçada, ingênua e peculiar

Vocês tocam algum instrumento? Porque nós temos adoráveis encontros de música.
Sim, eu toco vários clássicos, sabe, Noel Coward e Shakespeare.


Eu não curti:

É previsível demais e não é um trabalho do Woody Allen que surpreende. Durante o filme inteiro você fica pensando: "Tá na cara que ele é o assassino....mas será que não é? Está muito óbvio para ser ele". Mas mesmo sendo muito previsível, não consegue estragar o desfecho, que é genial.
O roteiro também se preocupa demais em se mostrar muito ácido e desliza um pouco no desenrolar dos fatos e na história, além de tudo ser muito fácil e conveniente para os personagens principais, o que torna um pouco forçado, também tem a agregação do elemento nonsense de um espírito.
Mas de qualquer forma, não é um filme para se levar a sério. Apesar de alguns equívocos, ele cumpre o que propõe, que é ser divertido

Eu nasci dentro da doutrina Hebraica, mas quando eu fiquei mais velho, me converti para o Narcisismo.


Vale a pena? Vou gostar?

Vale a pena se você estiver a fim de uma comédia leve, inteligente e se você tiver um humor meio torto, perfeito para aquelas madrugadas ociosas. Vai curtir se admira a Scarlett e o trabalho do Woody Allen, e principalmente dessa parceria. Hugh Jackman também está excelente neste filme.
É perfeito se você gosta de filmes com piadas ácidas e com críticas sobre o comportamento exagerado e modo de vida extravagante da elite (o qual este é repleto). Enfim, é um bom entretenimento.

Talvez ele esteja fazendo algo que tenha vergonha de te contar. Talvez ele pertença a algum clube, ou seja uma drag queen ou algo assim. Ou talvez ele faça dança folclórica....

Trailer:




TOP 5: Filmes para a Juventude



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Olá bonitão ou bonitinha, como vai você?

Fico feliz (oi eu sou o Michael) em inaugurar uma nova coluna do Blog do CineCom, a TOP 5 do mundo da sétima arte. Por aqui você vai encontrar listas relacionadas a alguma temática do cinema. Pois bem, como vocês já sabem, a próxima sessão do CineCom é dia 26 de agosto e o filme é As Melhores Coisas do Mundo, um ótimo longa cheio de situações que jovens aturam passam. A temática da nossa primeira lista é: Filmes para os jovens.

E é aqui que eu uso filosofia barata e digo a você que não IMPORTA A SUA IDADE, você é jovem por dentro!


Vamos à lista:

5º Lugar:


 As Vantagens de Ser Invisível (The Perks of Being  a Wallflower) - 2012





Não posso dizer que já vi o filme, porque ele vai estrear ainda nos Estados Unidos no dia 14 de setembro e para nós da terra dos tupiniquins só dia 19 de outubro. Mas pelo que parece o filme é realmente bom. Ele é baseado na obra do próprio diretor, Stephen Chbosky. Primeiro de tudo, o filme tem a Emma Watson.

 
E ao contrário da sua personagem mais querida (até agora) do cinema, ela não é uma estudiosa garota e sim baladeira até demais. A história aborda temas como amizade, sexo, drogas, homossexualidade e vários outros. Quer saber mais clica aqui.






4º Lugar:

Aos Treze (Thirteen) - 2003


Evan Rachel Wood é Tracy uma aluna e filha exemplar, até conhecer uma garota que vai mudar sua vida. O filme pode parecer clichê, a garota que sai dos trilhos e faz coisas terríveis, porém é mais do que isto. Aos Treze é um filme para a juventude de qualquer época, mesmo que aborde temas intensos como uso de substâncias ilícitas, infrações, agressão física, verbal e automultilação. O melhor do filme é que além de mostrar o início de um mundo cheio de drogas e crimes para a protagonista, também mostra as suas consequências. Saiba mais aqui.

3º Lugar:

Juno - 2007

 

O brilhante roteiro deste filme já ganhou o Oscar e outros prêmios, assim como a atuação da atriz Ellen Page (linda, por favor). A história conta a difícil situação da garota Juno (Ellen Page), que engravida de seu companheiro de classe Bleeker e desiste de fazer um aborto. No filme é explorado uma situação complicada até mesmo para um adulto, o que nos deixa encantados pela história ser passada com uma adolescente. Juno, procura pais adotivos para a sua criança, mas como vocês sabem que cinema é só surpresa, o final é surpreendente. Juno foi feito especialmente para a juventude, até mesmo para aqueles que não têm um telefone de sanduíche.

2º Lugar:

Scott Pilgrim Contra o Mundo (Scott Pilgrim Vs. The World) - 2010


Quem me conhece sabe meu amor por esse filme. Mas Scott Pilgrim é um longa ótimo para quem curte video games, quadrinhos, filmes de ação e até para a as garotas que curtem romances. Sabe aquela situação chata quando você descobre que seu/sua namorado(a) tem vários ex-namorados(as)? Pois bem, essa é a temática do filme, com um pouco de 'pow' e 'bang' claro, emprestados da linguagem das histórias em quadrinhos, principalmente dos mangás. Ele está no segundo lugar principalmente por mostrar os relacionamentos para a juventude como realmente são: Complicadíssimos. Quer saber mais?

1º Lugar:

Curtindo a Vida Adoidado (Ferris Bueller's Day Off ) - 1986


Não me senitiria bem em não deixar esse filme em primeiro lugar, vocês me entendem? Clássico da Sessão da Tarde ele nos cativa toda vez. Desde as atuações dos atores, palmas para o diretor John Rughes que além deste possibilitou para os jovens outros filmes como O Clube dos Cinco. Porém, vamos ao Curtindo a Vida. Pra quem ainda não viu, o filme mostra logo no início o adolescente Ferris Bueller (Matthew Broderick) fingindo para os pais estar doente para não ir à escola. Pois bem, a partir daí, já indica o quão nosso protagonista é ardiloso, isso não é nem a metade, além de levar o amigo e a namorada para um dia de glamour (com direito a número musical na rua) ele consegue safar de diversas enrascadas. E fica a pergunta: Quem nunca pensou em tirar um dia de folga e sair por aí curtindo-o? 

Recomendo estes e muitos outros filmes, porém é assunto para outra hora.
Obrigado pela paciência, e aceito críticas quanto a lista. 

Copie Conforme



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Olá!
Primeiramente, gostaria de me apresentar: Sou Lucas Kato, estudante de Comunicação Social.
Sou um novo autor do CineCom e a partir de hoje, estarei todas as sextas-feiras trazendo para vocês resenhas de filmes, críticas e minhas opiniões sobre este fantástico mundo do cinema.

Começarei hoje com um dos melhores filmes que assisti nos últimos dias.
Espero que gostem da leitura e se interessem pelo filme, realmente vale a pena.
Abraços.

COPIE CONFORME: A vida imita a arte ou a arte imita a vida?


Copie Conforme/Certified Copy
Tradução: Cópia Fiel
Ano: 2010
Direção: Abbas Kiarostami
Roteiro: Abbas Kiarostami
Origem: França

É sobre o que?

Dirigido pelo diretor iraniano Abbas Kiarostami, o filme é ambientado na belíssima região de Toscana na Itália, onde o escritor inglês James Miller (William Shimell) está para fazer uma conferência sobre seu novo livro intitulado Cópia Fiel.

Em Toscana ele conhece a belíssima francesa Elle (Juliette Binoche), dona de uma loja de antiguidades, com quem passa o dia todo visitando os pontos turísticos da região e desenvolvendo uma bela e instigamente aproximação entre os dois.

Parece-me que a raça humana é a única espécie que esqueceu que o grande sentido da vida, o significado da existência é se divertir, sentir prazer. E existem pessoas que acharam seu modo de fazer isso. Não devemos julgá-las, se são felizes e aproveitam a vida, deveríamos parabenizá-las.

Eu gostei de:

O filme é praticamente construído a partir de diálogos. Pode parecer maçante à primeira vista, mas os diálogos são tão incrivelmente bem arquitetados que é impossível não se involver com a história desde o começo.
Durante o passeio dos dois há uma mudança e uma inversão de papéis na história em que eles começam a brincar de que são um casal. Mas com o passar do tempo, toda essa bricandeira se torna tão convincente e a carga emocional dos personagens é tão intensa que chega até a causar um certo desconforto pois você não sabe mais o que é real e o que é inventado. É neste ponto que entra o dilema e a metáfora do filme: Afinal que é arte e o que é copia? O que é original? Depois de tantos simulacros, você passa a não saber mais se a vida imita a arte ou se a arte que imita a vida.

Destaque também para a interpretação e charme dos atores principais: William Shimell, que na verdade é um cantor de ópera, mas atua incrivelmente bem e para a linda e sempre brilhante, Juliette Binoche (de "A Insustentável Leveza do Ser" e a "Trilogia das Cores").

A fotografia e a direção do filme são excelentes assim como a trilha sonora que é composta pelos elementos presentes nas locações do filme, como o badalar dos sinos das igrejas, a banda local, os chafarizes, entre outros elementos que compõem uma trilha harmônica e natural, perfeita para o clima do filme.
Cópia Fiel também conta com uma divertida, porém quase despercebida, aparição de Jean-Claude Carrière (roteirista de "O Discreto Charme da Burguesia" e a "A Insustentável Leveza do Ser").

Se fôssemos um pouco mais tolerantes com os defeitos um do outro, seríamos menos sozinhos.




Eu não curti:

É difícil destacar algo que eu realmente não tenha gostado, talvez alguns momentos que senti que foram mal aproveitados. Também, há certas passagens da história em que a relação dos dois se torna tão desgastada, que desta mesma forma, se torna desgastante acompanhar aquela trama a partir daquele ponto pois você percebe que a roteiro não terá mais progresso. Mas nenhum desses fatores conseguiu apagar o encanto do filme como um todo.

Não acha que deveria haver moderação em tudo?
Isso seria o ideal, mas o ideal não existe. Seria realmente estúpido da nossa parte, nos sentirmos infelizes em nome de um ideal


Vale a pena? Vou gostar?

Sim, vale muito a pena e você vai gostar muito se for fã da Juliette Binoche assim como eu (essa mulher é igual vinho....), que está em sua melhor forma e em um dos seus melhores papéis. Se gosta de filmes bonitos, reflexivos e até mesmo existencialistas, porém construído de uma maneira despretensiosa e interessante.

Assim como você vai absorver muito mais do filme se for atento aos detalhes, pois esta, é uma obra feita para se prestar atenção, se envolver com a sensibilidade da história dos personagens e seus diálogos e sua mistura de emoções. Cada detalhe deste filme é metrado e pensado, nada está lá por acaso, todos os elementos presentes dão uma pista do que está por vir.....enfim, altamente recomendado.

Trailer:



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